A saga da orelha-não-furada.

 E hoje, a menos de 20 dias do casamento eu (re)furei minha orelha. Oi?? Tá bem, eu conto a história:

 O ano era 2003. Eu era solteira, tinha o cabelo quase na cintura, bebia Sex on the Beach, freqüentava a Baronneti e usava argolão, daqueles maiores que o próprio pulso, sabe?(Não me julguem, eu encontrei a luz ahaha) As amigas que me abrigavam (alow, vida cigana minha) riam de mim porque eu chegava e caia na cama para dormir com jaqueta jeans amarrada na cintura. Imaginem se eu tirava brinco? Nunca! Eis que então eu acordo um dia depois da night, me olho no espelho e vejo minha orelha rasgada. Era um risco preto até quase o final e eu não queria ficar mexendo porque faltava muito pouco para rasgar completamente. Liguei para o meu tio/padrinho que é cirurgião e pedi para ele costurar minha orelha. Marquei um horário e relaxei. Sai da casa da minha amiga na Lagoa, fui buscar a vovó na casa que hoje é minha e fui para a Barra. No caminho eu fiquei pensando… Isso ta meio esquisito, acho que não rasgou. Foi quando eu tive coragem de mexer e percebi que nada mais era um fio de cabelo ninja que tinha conseguido entrar dentro do furo e se dar um nó MUITO forte. Mas era tão forte que mesmo depois de cortar o bendito a minha orelha ficou marcada o dia inteiro, juro! Como esse meu furo já era aberto demais (fruto de uma adolescência de argolões pesados da Babilônia Feira Hype) eu pensei: ah! Já que eu falei com o meu tio, vou aproveitar, costurar esse furo para depois fazer um furo de gente. Beleza fui lá com a minha mãe no consultório, costurei, depois fui com meu pai na casa do meu tio e tirei os pontos. E pronto a preguiça tomou conta de mim e eu nunca mais voltei pra refazer o furo. Sempre usei o brinco no segundo furo daquela orelha, meio tortinho, meio tosquinho… Mas imagina no meu álbum do casamento o brinco da minha mãe, meu “something old” desalinhado na orelha? Péssimo, né? Tomei vergonha na cara fui lá e furei.  E hoje voltei a ser uma pessoa normal, rs.