Tesouros encontrados.

Eu já comentei algumas vezes aqui que moramos no apartamento que eram dos meus avós, né? Minha vózinha graças a Deus está linda e saudável em SP com a minha tia, que pode cuidar dela direitinho. Meu avô foi embora quando eu tinha 5 anos. Eu não lembro de muito, mas todas minhas lembranças dele são naquele apartamento. Lembro dele tomando leite de saquinho na cozinha, dele fingindo que jogava a chupeta da minha prima mais nova pela janela e de quando eu perguntei quando nascia o bebê que ele estava esperando, não sei se instruida pelo meu irmão e primos mais velhos ou porque eu realmente achava que barriga era sinônimo de gravidez. Vovô Clovão faleceu em 89, mas não viu o Botafogo dele (e nosso) saindo do jejum e sendo campeão em cima do Flamengo. Embora eu não tenha tantas lembranças assim dele, as suas histórias estão sempre nas conversas da família. Eis que semana passada foleando um livro de receitas despedaçado encontro a seguinte preciosidade:

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Quase morri. No aniversário de 25 anos da minha vó linda uma cartinha chamando ela de idolatrada mulherzinha. Que coisa mais linda, é muito amor! (Não vou nem comentar que no verso do cartão tinha o endereço deles na época, número 77). O chat da família Galvão no whatsapp bombou. Mas muitos recriminaram o vovô por no aniversário, sendo que minha tia tinha 2 meses de idade, ele estar requisitando quitutes. Eu achei lindo e adoraria receber um livro de receitas bacana de presente. Vai ver que sou meio Amélia, sei lá.

Mas aí minha mãe chega com o tesouro número 2 para surpreender. Esse datava 3 anos antes do primeiro, 1945, quando eles ainda eram noivos.

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Quem diria que vovô Clovão, que inclusive fez seminário e quase foi padre, fosse tão romântico e apaixonado. Na carta ele se derrete como não tem vontade de fazer nada e vive em profunda apatia porque vovó estava de férias em São Lourenço.

É muito amor, essa alminha nostálgica aqui adorou!